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Depois que você viu, ou leu

Depois que você viu, ou leu

Não tem como desver

Vou te contar porque tem coisas que depois que você viu, ou leu não tem mais como desver / desler, e porque.

Algumas vezes a gente pode se valer da sorte de ser ignorante em um assunto.

Sorte, mas porque sorte?

Ué, porque às vezes ter conhecimento demais sobre algo, nos faz até nos sentirmos culpados em algumas situações.

Vou te dar meu exemplo, e te contar porque estou falando isso em um blog de crochê e artesanato, e depois me conta se fez sentido pra você!

Sou uma devoradora de livros

Adoro, desde criança sempre gostei muito de ler, lembro que na biblioteca da escola os livros eram separados por cores.

Cada cor de acordo com a faixa etária da criança, eu sempre estive uma faixa a frente da minha idade.

Porque já tinha lido tudo da minha idade.

E assim segui, mas nunca gostei de literaturas, minha grande falha.

Sempre gostei dos romances, ou livros de auto ajuda, e dicas para alguma coisa que eu tivesse estudando no momento.

E depois que fui morar fora, passei a ler ebooks no Kindle.

Apesar de os livros físicos serem bem baratos, como eu levaria os preferidos quando voltasse ao Brasil?

Então entrei no mundo dos digitais.

E aí conheci o mundo dos PDF’s de livros, por um tempo achei o máximo poder ler livros, sem “pagar” por eles.

Até que eu li um post de um moço na internet, que falava exatamente sobre você não ser o tipo de pessoa que faz download grátis de livros pela internet.

Fiquei de queixo caído. E depois que você viu, não tem como desver.

E aí que aconteceu o que eu digo no título, depois que você vê algo, não tem como desver, e a partir dali, mesmo os livros que eu já tinha PDF.

Eu deletei, entrei na loja virtual, e comprei o livro original.

E eu vou colocar aqui o post dele, se você tiver interesse em ler, é um post do João Pedro.

Ele diz sobre como devemos valorizar o trabalho do autor, reconhecer sua pesquisa e tempo demandado para fazer aquele livro acontecer.

E simplesmente por você não fazer com os outros algo que você não gostaria que fizessem com você.

Mas porque você ta falando isso num blog do crochê / artesanato?

Porque quando recebemos ou incentivamos a distribuição de receitas pagas, estamos fazendo exatamente o mesmo.

Não valorizamos as nossas artesãs, e o trabalhão que elas tiveram para criar aquelas peças.

E eu fico pensando aqui com meus botões.

Se tem algo que eu ODEIO (sim, com letras bem maiusculas) é o faz e desfaz, detesto ficar testando e vendo se vai dar certo ou errado.

Então quando eu compro uma receita de uma peça, eu entendo que aquela profe maravilhosa perdeu horas errando e acertando, e que agora, EU não vou precisar passar por isso.

E todo o valor investido na receita, será meu tempo ganho em não fazer o erro e acerto.

Esse assunto na verdade é bem polêmico, tem pessoas que ainda não o entendem dessa maneira, e acho que ainda tem muito a ser discutido.

Mas estou usando esse espaço como plantação de sementes, se essa semente for plantada no seu coração depois de ler isso.

Então eu cumpri meu trabalho, e você vai ser mais uma pessoa a valorizar o trabalho de outra pessoa.

Mas agora que eu já sei de tudo isso…

O que eu faço?

Bom, em primeiro lugar, não distribua e passe adiante esse tipo de atitude.

Se você recebeu uma receita, e nela esta indicada que é uma receita paga, e você quer muito aquela receita.

Haja de forma correta, procure aquela artesã nas redes sociais, e veja como adquirir da forma correta a receita que você recebeu.

Mas eu não tenho dinheiro? Então simplesmente não repasse, e não use essa receita em seu benefício, e você sabe o que isso quer dizer, ninguém aqui é criança.

E eu estou falando desde o começo, depois que você viu, não tem como desver.


Ainda vou falar mais sobre isso, mas por agora te deixo pensando com os seus botões, e seus crochês!

No post Saindo da Zona de Conforto, também trouxe algumas reflexões, para ler é só clicar.

Vou pegar o meu aqui… Bjo grande!

Renata

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